Bem vindo à página da Associação de Caçadores do Crespo
Uma alternativa (por Sérgio Vieira)

Uma lebre levantada aos pés, deixamos o animal correr aí uma ou duas dezenas de metros, truz, truz e já está, estendida no restolho.
Pois é. Para além de serem abundantes nos nossos terrenos de caça, a opção é pendurar uma ou duas no cinturão ou na mochila, mas de preferência lá para o final da manhã, pois não é nada agradável carregar com 3 ou 4 kg de carne ao longo de toda a jornada de caça.
É sabido que entre os caçadores do Crespo a lebre não goza de grande popularidade. Caçam-se ocasionalmente durante as grandes caçadas às perdizes, mas quando chega à altura de dividir as peças de caça que fazem parte do quadro de caça final, não é nada invulgar ver os caçadores a apregoar quem quer trocar lebres por perdizes.
A carne da dita cuja é coisa pouco apreciada entre os caçadores, talvez pelo seu forte gosto e aroma sendo que, se não for bem cozinhada, acaba por deixar uma sensação pouco agradável ao palato.
Sendo assim, desta vez vou falar de culinária.
A todos os meus amigos e confrades das ZCA do Crespo aqui apresento uma forma de as cozinhar em que, asseguro-vos, não me canso de as degustar e comer até chorar por mais.
Aqui vai a minha receita predilecta de lebre:
Um susto jeitoso!
A história que vou contar é verídica e passou-se na zona de caça da Serra Baixa. O António Liforo, um dos sócios mais aficionados nas esperas aos javalis, não costumava falhar uma única noite do período regulamentar, assim, apesar de ser véspera da abertura geral, lá foi tentar a sua sorte. E teve mesmo sorte porque acabou por atirar a um porco macho de bom tamanho que ficou no tiro, aproximou-se para apreciar o troféu, que era razoável e como é hábito quando se mata um porco macho, castrou-o. O local não era acessível ao jipe, pelo que necessitava de ajuda para o transportar à mão até onde o transporte chegasse. Entretanto como era um pouco tarde para arranjar ajuda e, lembrando-se que passadas poucas horas se juntaria aos companheiros que se reuniam no monte para a caça geral, não ia perder mais tempo pois de manhã, com a ajuda de dois ou três, seria fácil carregá-lo, até porque não estava muito longe do monte.
Reunidos de manhã, lá foram buscar o porco, entre os voluntários ia o Luís Cadena e o enteado, moço dos seus dez anos. Lá foram paleando sobre a caça como é obvio, e rapidamente chegaram ao local. O António Liforo descreveu o lance, acabando por apontar o sítio onde tinha deixado o javardo, a equipa arregaçando as mangas para o trabalho, aproximou-se do local designado em passo apressado com grande curiosidade para apreciarem o bicho. Estavam um pouco confusos a tentar localizá-lo pois não o viam, mas como o sítio era um pouco sujo, com muito pasto e de noite as coisas não são como de dia, certamente estava por perto, até porque o seu odor era bastante forte. Entretanto este pequeno adiamento no visionar do troféu, fazia subir a adrenalina nos mais curiosos que esquadrinhavam com o olhar o espaço à sua volta. Imaginem só que a poucos metros, o porco sai de uma pequena depressão, arrancando direito a eles! “Ó pernas para que vos quero”, cada um corria o que mais podia! O javali estava bastante ferido e não fez mais do que a arrancada e a equipa, passado o pânico, voltou à carga e mesmo sem arma de fogo remataram o bicho que acabaram por transportar para o monte juntamente com uma boa dose de fortes emoções.
José Paulino
ONDE OBTER UMA LICENÇA DE CAÇA
Fonte DGRF
A Licença Nacional e a Licença Regional, podem ser obtidas na Rede de Caixas Automáticas do MULTIBANCO (cx MB), bem como, durante 60 dias após emissão, as respectivas 2.ºs Vias.
A Licença para Não Residentes em Território Nacional só pode ser obtida junto da DGRF.
A Licença Nacional e a Licença Regional, podem também ser obtidas junto desta entidade.
Em qualquer momento e independentemente do licenciamento ter sido efectuado através de cx MB ou da DGRF, é possível obter junto desta entidade, comprovativo de titularidade de licença de caça.
Selecção para Caça e Pisteio de Javalis e Veados
(Por José Paulino)
Asterix de Vianzar | Edna de Los Madroños |
![]() | ![]() |
los_madronos@hotmail.com |
Porque gosto eu do Alentejo?
O Alentejo é Mágico. Aldeias tradicionais, bonitas, calmas. Gostar do Alentejo, para mim, é um estado de alma, é uma forma de viver.












